Demanda fraca da indústria interna limita a valorização do cereal, segundo Cepea.

Os preços do arroz em casca seguem praticamente estáveis no Rio Grande do Sul, mesmo com a retomada das compras destinadas à exportação. Segundo análise divulgada na quarta-feira (21) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a baixa demanda da indústria brasileira limita a valorização do cereal.
Conforme a análise, as aquisições voltadas ao mercado externo suportaram principalmente os lotes de arroz com menor rendimento de beneficiamento. No entanto, as negociações variam entre as regiões produtoras e os padrões de qualidade do grão.
✨ No mercado interno, as indústrias estão pouco inclinadas a ampliar suas compras devido à baixa venda do arroz beneficiado, resultando até em quedas nos preços do fardo, o que reduz margens para reajustes.
Outro fator que limita as negociações é o nível de abastecimento das empresas. Parte das indústrias ainda possui estoques adquiridos anteriormente e, mesmo com necessidades de reposição, preferem não elevar as ofertas. De acordo com o Cepea, muitos compradores aguardam uma definição mais clara do mercado antes de ampliar suas aquisições.
No que diz respeito à oferta, os produtores de arroz estão focados na implantacao da nova safra, o que impacta o ritmo de comercialização. As vendas ocorrerem principalmente para cobrir despesas correntes e custos do plantio. Aqueles com maior disponibilidade financeira tendem a resistir a negociar nos preços atuais, preferindo manter o estoque.
Deste modo, o mercado no Rio Grande do Sul continua com baixa movimentação da demanda interna, enquanto as compras para exportação oferecem sustento a alguns lotes, sem promover uma valorização generalizada dos preços.
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Alta é impulsionada pela menor oferta do cereal e pela necessidade das indústrias de recompor estoques.

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