Preços do boi gordo devem cair para níveis baixos em julho
Mercado enfrenta desafios com demanda reduzida da China

Os preços do boi gordo continuam a cair e, de acordo com especialistas, é esperado que cheguem a patamares historicamente baixos em julho. Este movimento é influenciado por uma oferta elevada de animais para abate e uma demanda fraca, especialmente dos frigoríficos e consumidores, em meio a um contexto de menores compras da China.
Recentemente, o preço da arroba do boi gordo apresentou uma queda de cerca de 3%, fixando-se em R$ 326,65. Em relação aos cortes, os preços têm caído gradualmente, sendo que os cortes de traseiro baixaram 1% e os de dianteiro 1,2%.
✨ A expectativa é que os preços do boi gordo alcancem os níveis mais baixos do ano devido à combinação de uma oferta abundante e à redução nas importações chinesas.
A pressão no mercado é acentuada pela quase totalidade do preenchimento da cota anual de exportação da carne bovina brasileira para a China, que é de 1,106 milhão de toneladas. O relatório publicado pela Safras & Mercados revela que as exportações em junho foram de 158,3 mil toneladas, esgotando a cota estabelecida.
Este cenário levou frigoríficos como JBS e Frigol a implementar férias coletivas em algumas de suas unidades, uma estratégia para equilibrar a oferta de carne no mercado. Esta medida é uma resposta à nova realidade do mercado, que deverá ver um crescimento das ofertas internas à medida que as opções de exportação se restringem.
Analistas acreditam que, em virtude da menor demanda chinesa e da concorrência com carnes como a de frango, os preços para o consumidor podem não acompanhar as quedas observadas no atacado. Embora o boi gordo e os cortes no atacado estejam em queda, a margem de lucro no varejo provavelmente levará a um ajuste menos drástico nos preços para o consumidor final.
A especialista Lygia Pimentel ressalta a dificuldade em redistribuir o volume que a China costumava comprar, refletindo em uma cadência nas quedas de preços. No entanto, o cenário deve mudar no último trimestre de 2026, com uma expectativa de recuperação nas compras da China e um aumento na demanda interna.
Assim, é esperado que o quarto trimestre traga um equilíbrio no mercado com um aquecimento da demanda e uma oferta menos abundante, o que poderá inchá-los novamente.
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