Contratos no exterior caem enquanto no Brasil apresentam leve alta.

O contrato de dezembro do milho na bolsa de Chicago terminou a última semana com uma queda de 0,94%. Em contraste, o vencimento de novembro na B3 registrou uma leve alta de 0,16%, fechando a R$ 76,29 por saca.
Segundo a plataforma de Inteligência de Mercado Grainsights, diversos fatores podem influenciar os preços do milho no curto prazo. Um deles é a colheita nos Estados Unidos, que avança rapidamente e está pressionando o mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informa que um volume crescente de grãos está chegando aos armazéns.
✨ Com mais milho disponível, a oferta aumenta e os prêmios locais tendem a recuar, diminuindo o poder de barganha dos produtores.
A atenção do mercado agora se volta para a continuidade desse ritmo acelerado de colheita, que pode aumentar ainda mais a oferta e limitar a recuperação dos preços.
Outro foco importante é o clima na América do Sul. Com a colheita no Hemisfério Norte avançando, o comportamento das chuvas nas regiões do Brasil e da Argentina se torna crucial para o plantio da soja e, consequentemente, para a próxima safra de milho. Atrasos ou problemas no desenvolvimento das lavouras podem diminuir a janela ideal para o cultivo.
Além disso, o consumo de milho pelas usinas de etanol nos EUA seguirá em observação. É vital que a demanda permaneça em torno de 5,6 bilhões de bushels (equivalente a 142,25 milhões de toneladas) para oferecer suporte aos preços. Entretanto, os altos juros do Fed podem afetar a economia e, por tabela, o consumo de combustíveis, levando as usinas a reduzir a moagem.
As tensões geopolíticas na Ucrânia e no Oriente Médio também influenciam o mercado, podendo afetar o fluxo de grãos e aumentar as incertezas quanto à oferta global. Um petróleo mais caro, com o preço do Brent próximo de US$ 105, torna os custos de transporte mais elevados, o que pode provocar volatilidade nos preços agrícolas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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