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Agronegócio
2 min de leitura

Produção agroindustrial brasileira cresce 1,8% em abril

Resultados positivos impulsionados pelas indústrias de alimentos e biocombustíveis

Acro Rodrigues19 de junho de 2026 às 05:10
Produção agroindustrial brasileira cresce 1,8% em abril

A produção agroindustrial do Brasil registrou um crescimento de 1,8% em abril de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro) da FGV Agro. Este aumento contribuiu para um crescimento acumulado de 0,7% nos primeiros quatro meses de 2026.

No primeiro trimestre do ano, a expansão havia sido de 0,4%. A indústria de alimentos e bebidas, que experimentou um aumento de 2,4% em abril, foi a principal responsável por essa evolução positiva. Dentro desse setor, a produção de itens de origem vegetal destacou-se com um impressionante crescimento de 7,3%, beneficiando especialmente as indústrias de açúcar, trigo e café, que no ano anterior enfrentaram uma queda de 8,4%.

O setor de biocombustíveis também teve desempenho notável, com aumento de 51,3% na produção.

Já a indústria de produtos não alimentícios cresceu 1%, marcando seu segundo mês consecutivo de crescimento, impulsionada em grande parte pela produção de biocombustíveis. Esse aumento se deve à maior moagem de cana-de-açúcar e à melhoria na qualidade da matéria-prima. A demanda por etanol também cresceu, especialmente em função da redução dos preços do biocombustível em comparação à gasolina.

Entretanto, a produção de bebidas experimentou um declínio de 1,8% em abril, com bebidas alcoólicas caindo 3,1% e não alcoólicas, 0,5%, em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Contexto econômico

Nos primeiros meses de 2026, a produção da agroindústria brasileira enfrentou desafios importantes, incluindo a guerra no Irã, que impactou diretamente o setor. Para os próximos meses, outros desafios incluem o esgotamento da cota de importação de carne bovina pela China, a exclusão do Brasil da lista da União Europeia para exportação de produtos de origem animal, e novas tarifas comerciais dos Estados Unidos que afetam diversos produtos, como pescados e calçados.

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