Produção de milho no Brasil tem queda na safra 2025/26
Menor produtividade e condições climáticas adversas impactam resultados

A produção de milho na segunda safra brasileira para o ciclo 2025/26 terá uma diminuição, atingindo 115,8 milhões de toneladas, sinalizando uma queda se comparada às 125,3 milhões de toneladas da safra anterior. Este cenário resulta de condições climáticas desfavoráveis, acumulado de custos elevados e preços de mercado menos vantajosos.
Divisão de Desempenho das Lavouras
O relatório do Rally da Safra, conduzido pela Agroconsult, revelou três categorias de desempenho das lavouras de milho. A primeira inclui as regiões do Médio Norte e Oeste de Mato Grosso, Sul de Mato Grosso do Sul, Oeste do Paraná e Sul de São Paulo, onde as condições de plantio foram ideais e os produtores beneficiaram-se de bons resultados.
O segundo grupo compreende Maranhão, Piauí, Tocantins, Norte do Paraná e partes de São Paulo e Mato Grosso, com condições razoáveis, mas enfrentando atrasos no plantio que levaram a certa redução na área cultivada. Já o terceiro grupo, incluindo Goiás, Sudeste de Mato Grosso, Norte de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, foi severamente prejudicado por atrasos no plantio, resultando em perdas de produtividade.
✨ A área plantada de milho segunda safra foi estimada em 18,2 milhões de hectares, estável em relação ao ciclo anterior.
Análises satellitais indicaram que alguns estados, como Mato Grosso e Paraná, ampliaram suas áreas cultivadas em até 10,3%, enquanto Goiás e Minas Gerais apresentaram quedas significativas. O início da safra foi marcado por chuvas excessivas em março, que atrasaram o plantio, seguidas por períodos de seca em abril e maio, complicando ainda mais a situação.
Produtividade por Estado
Mato Grosso se destacou com a produtividade média de 130 sacas por hectare, embora tenha registrado uma leve queda de 1,4%. Em contraste, Goiás enfrentou uma diminuição alarmante, com uma média de apenas 83 sacas por hectare, resultante de um impacto significativo de 34,6% em relação ao ciclo anterior.
Mato Grosso do Sul e Paraná apresentaram médias de 99,3 e 97,9 sacas por hectare, respectivamente. A colheita continua em desenvolvimento, e os agricultores estão atentos aos riscos climáticos, especialmente as baixas temperaturas.
"Embora a produção continue robusta, a rentabilidade se vê pressionada por trabalhadores enfrentando custos altos e preços baixos, o que afeta o resultado econômico da atividade agrícola.
A previsão total da produção brasileira de milho é de 144,1 milhões de toneladas, uma leve recuperação em relação à estimativa anterior de 140,5 milhões.
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