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Agronegócio
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Fertilizantes para safra de verão em risco no Brasil

Conflito no Oriente Médio e restrições elevam incertezas no setor agrícola.

Ricardo Alves14 de maio de 2026 às 08:15
Fertilizantes para safra de verão em risco no Brasil

Os fertilizantes necessários para a safra de verão no Brasil estão sob crescente vigilância devido ao potencial aumento dos preços e à possibilidade de atrasos nas importações antes do plantio em outubro. Essa análise vem de Gabriel Diniz Faleiros, especialista de mercado da S&P Global, que destaca os efeitos do atual conflito no Oriente Médio sobre os insumos agrícolas.

Conforme o relatório, a crise aumentou a complexidade para os agricultores brasileiros, resultado de um aumento superior a 60% nos preços dos fertilizantes nitrogenados e severas limitações na disponibilidade de fosfatados. Essa situação compromete a economia da produção agrícola em um cenário onde os produtores já enfrentam dificuldades com margens negativas, altas taxas de juros e crescimento da inadimplência.

O milho de verão é a cultura mais afetada, com risco de diminuição de área plantada e queda na produtividade devido à menor aplicação de nutrientes.

O tempo é um fator crítico, uma vez que mesmo que o conflito se resolva rapidamente, os efeitos não seriam imediatamente mitigados. A normalização das importações e dos fluxos de insumos pode levar até quatro meses, colocando o manejo da safra em uma situação delicada antes do plantio de outubro.

Atualmente, a China é a principal fornecedora de nitrogenados ao Brasil, mas novas restrições nas exportações dificultam um alívio significativo a curto prazo. Em relação aos fosfatados, países como Marrocos e Rússia têm capacidade para aumentar seus embarques, porém a escassez global de enxofre pode limitar a recuperação da oferta.

Contexto

Os próximos meses são cruciais para monitorar os fluxos de importação, especialmente entre abril e agosto, quando a chegada de fosfatados no país é mais necessária. Se as condições de El Niño se confirmarem, isso poderia atenuar algumas perdas de produtividade no Sul do Brasil, mas agravar a situação em regiões do Norte.

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