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Agronegócio
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Produção de morango no Brasil avança, mas desafios climáticos persistem

Crescimento de 2,6% na produção enfrenta dificuldades climáticas e pragas.

João Pereira04 de maio de 2026 às 17:30
Produção de morango no Brasil avança, mas desafios climáticos persistem

A produção de morangos no Brasil continua sua trajetória positiva em 2026, com uma estimativa de cerca de 200 mil toneladas, conforme dados do IBGE. Esse crescimento de 2,6% em comparação ao ano anterior é impulsionado por avanços na produtividade e inovação tecnológica, especialmente nas áreas tradicionais como Minas Gerais, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Apesar do crescimento, condições climáticas adversas ainda são um desafio significativo.

Embora o cenário seja otimista, o cultivo é afetado por desafios, como as incertezas climáticas. Calor fora das épocas normais tem prejudicado o crescimento das lavouras, afetando o ciclo produtivo. Geralmente, o plantio de morangos em diversas regiões do Brasil acontece entre abril e maio, período essencial para o bom desenvolvimento das plantas. Mudanças climáticas que interferem nesse calendário podem impactar negativamente a colheita.

Desafios fitossanitários

Com o progresso nas técnicas de cultivo, o controle fitossanitário continua sendo uma preocupação vital para a sustentabilidade da cultura. O pulgão-da-raiz é uma das principais ameaças, sendo uma praga de difícil manejo devido à sua atuação subterrânea e à dificuldade de identificação rápida. Esta praga afeta as raízes ao sugar a seiva, causando amarelamento e estagnação no crescimento das plantas, podendo até levar à morte em casos severos.

A infestação tende a intensificar-se durante períodos de seca, quando as plantas já enfrentam estresse hídrico. Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindiveg, alerta que a população de pulgões é majoritariamente composta por fêmeas, que se alimentam constantemente, aumentando os danos às raízes e comprometendo o desenvolvimento das plantas.

O pulgão-da-raiz também é vetor de doenças, aumentando as perdas nas lavouras.

Kagi enfatiza que a luta contra essa praga requer uma abordagem integrada, que combine o uso de inimigos naturais, adubação equilibrada do solo e um controle químico cuidadoso. Isso implica monitorar o uso de inseticidas, especialmente durante a frutificação e colheita, para mitigar os prejuízos. A prática segura no uso de defensivos é essencial para garantir a qualidade e a produtividade das safras.

O controle efetivo de pragas é crucial para o crescimento sustentável da cultura do morango no Brasil.

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