Estimativas indicam crescimento da área cultivada e aumento na demanda industrial.

A produção brasileira de milho poderá alcançar entre 146,5 milhões e 148 milhões de toneladas na safra 2026/27, conforme estimativas apresentadas no boletim semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA).
Essa projeção otimista é sustentada por uma expectativa de estabilidade nas cotações internas e sinais de pressão baixista junto ao crescimento dos estoques.
A Hedgepoint Global Markets estima uma produção de 146,5 milhões de toneladas, 3,1% a mais do que as 142,1 milhões previstas para 2025/26, considerando uma área cultivada de 22,71 milhões de hectares, que representa uma expansão de 1,7% em comparação ao ciclo anterior.
✨ A Conab prevê uma produção ainda maior, de 148 milhões de toneladas, com 23,7 milhões de hectares plantados.
O plantio do milho de verão estava progredindo normalmente até 16 de outubro, atingindo 36% da área esperada, ligeiramente acima da média das últimas safras.
No mercado físico, os preços do milho mantiveram-se relativamente estáveis, com referenciais em R$ 61,00 por saca no Rio Grande do Sul.
As exportações brasileiras de milho somam 41 milhões de toneladas, um aumento de 8% em relação ao ano passado.
Entretanto, os custos de produção estão aumentando, com uma previsão de elevação de 11% nos custos operacionais para a safra 2026/27.
Os dados da CEEMA indicam que o consumo de milho para fabricação de etanol deverá crescer 17%, totalizando 34 milhões de toneladas.
A expectativa é que os estoques finais do ano comercial cheguem a 14,7 milhões de toneladas, o que pode afetar negativamente os preços internos do milho.
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