No primeiro semestre, o país recebeu 19,02 milhões de toneladas, impactadas por diversos fatores

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 19,02 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026, o que representa uma queda de 5,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 20,11 milhões de toneladas, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).
Esse desempenho negativo reflete um cenário complexo, que inclui adversidades geopolíticas globais, relações de troca altas, escassez de crédito, riscos de recuperações judiciais, juros elevados e ameaças climáticas, como o fenômeno El Niño. Enquanto o primeiro trimestre teve um bom desempenho devido à safrinha, a situação alterou-se após o início da guerra no Irã, afetando novos negócios.
✨ Em junho, as entregas totalizaram 3,55 milhões de toneladas, representando uma queda de 17,2% em relação às 4,29 milhões de toneladas do mesmo mês de 2025.
Mato Grosso foi o estado que mais recebeu fertilizantes no primeiro semestre, com 4,90 milhões de toneladas, ou 25,8% do total. Seguiram-se os estados do Paraná, com 2,15 milhões, Goiás, com 2,01 milhões, São Paulo, com 2 milhões, e Minas Gerais, com 1,33 milhão de toneladas. As importações também acompanharam essa queda, com o Brasil recebendo 3,17 milhões de toneladas em junho, redução de 10,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Além disso, a produção nacional de fertilizantes intermediários caiu para 533 mil toneladas em junho, uma retração de 12,5% em comparação com 2025. No acumulado do ano, a produção somou 2,94 milhões de toneladas, uma diminuição de 16,3% em relação ao ano anterior. Essa redução é atribuída principalmente ao aumento contínuo do preço do enxofre, um insumo essencial na produção de fertilizantes.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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