Produtores de arroz do RS enfrentam desafios na nova safra
Dificuldades econômicas afetam planejamento da safra de 2025/26.

Os produtores de arroz no Rio Grande do Sul iniciam o planejamento para a safra 2025/26 em um cenário econômico complexo, marcado por crédito restrito e altos custos de produção.
Segundo a Federarroz, a combinação das dificuldades financeiras, incluindo custos elevados e um câmbio desfavorável, pode afetar a área plantada. O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, destaca a necessidade de cautela neste momento crítico.
✨ O atual cenário limita a capacidade de investimento do setor, tornando as decisões sobre expansão de área e tecnologia mais complicadas.
Com isso, muitos agricultores podem revisar seus planos de plantio, prevendo uma possível manutenção ou até diminuição da área destinada ao arroz no estado. Embora os preços tenham reagido de forma tímida, muitos ainda consideram as cotações baixas para cobrir suas margens.
Outra estratégia adotada por alguns produtores tem sido reter a produção, aguardando um momento mais favorável para a comercialização.
Integração entre culturas
A dinâmica entre diferentes culturas também impacta as decisões dos agricultores. Com a colheita de soja se aproximando, muitos priorizam a venda dessa oleaginosa para garantir liquidez imediata. Isso permite que o arroz seja segurado por mais tempo, evitando vendas em períodos de preços baixos.
Nunes ressalta que essa estratégia influencia diretamente o ritmo de oferta no mercado interno.
Impacto do mercado externo
O mercado de exportação permanece fundamental para o escoamento da produção de arroz e a sustentação de preços. O desempenho positivo das exportações no início da safra atual ajuda a aliviar a pressão no mercado interno.
Adicionalmente, o governo federal anunciou uma liberação de R$ 56 milhões à Conab para apoiar a comercialização, utilizando mecanismos como PEP e Pepro, que visam equilibrar preços e estimular o escoamento.
Custos elevados e seu impacto
Os custos de produção continuam desafiadores, especialmente devido ao alto preço de fertilizantes e combustíveis, influenciados por fatores internacionais. Esse aumento de custos compromete o investimento tecnológico nas lavouras, levando muitos produtores a considerar uma redução nos gastos.
Desafios do câmbio
A valorização do real em relação ao dólar também gera preocupações, pois, embora reduza o custo dos insumos importados, ela limita a competitividade das exportações brasileiras. Isso se reflete numa diminuição do potencial de receita para cultivos como arroz e soja.
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