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Agronegócio
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Produtores do Centro-Oeste devem planejar alimentação para a seca

Com a seca se aproximando, adequações no manejo são essenciais.

Giovani Ferreira06 de maio de 2026 às 11:15
Produtores do Centro-Oeste devem planejar alimentação para a seca

Com a aproximação da estação seca, pecuaristas do Centro-Oeste são orientados a intensificar o planejamento da alimentação do rebanho, de acordo com a Embrapa Gado de Corte.

Entre maio e setembro, a região enfrenta condições climáticas adversas, como baixa umidade do ar, falta de chuvas e variações significativas de temperatura. Essas condições impactam negativamente na quantidade e qualidade das pastagens disponíveis.

A Embrapa recomenda o planejamento alimentar que começa com a avaliação da forragem disponível.

Luiz Orcírio Fialho de Oliveira, pesquisador da Embrapa, enfatiza que as pastagens podem produzir, em média, até 40% menos para as cultivares de Brachiaria e até 20% para as de Panicum durante esse período.

Outro ponto essencial é estimar a demanda do rebanho durante a seca, já que a capacidade de suporte das pastagens será reduzida. Estudos indicam que é necessário reduzir a carga animal entre 30% e 50% para que o ganho de peso dos animais permaneça positivo.

Se o produtor decidir manter um número maior de animais, será crucial complementar a alimentação com volumosos ou concentrados. Entre as práticas recomendadas está o diferimento de pastagens ainda no final da estação chuvosa, possibilitando o armazenamento natural de forragem.

Estratégias para o período seco

Utilizar forrageiras de safrinha e produzir volumosos como silagem e feno são algumas das alternativas sugeridas.

A produção de volúveis, como silagem de milho ou sorgo, deve ser planejada na safrinha com colheita a partir de maio, mas a utilização somente será possível após 30 dias de fechamento do silo.

Para silagem de capim, é crucial cortar na melhor época para manter o valor nutricional, assegurando que estará disponível antes da seca.

Embora o feno seja uma alternativa válida, ele requer um gerenciamento mais rigoroso, pois a melhor qualidade nutricional das gramíneas é geralmente obtida durante o período chuvoso, o que pode sujeitar a operação a riscos.

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