Abertura do mercado externo traz desafios para a comercialização no Sul do Brasil.

A recente queda do dólar intensificou a atratividade do trigo importado, afetando o mercado interno. Essa situação, somada à oferta limitada e problemas de qualidade, impacta negativamente a comercialização, especialmente na região Sul do Brasil.
De acordo com a TF Agroeconômica, a safra antiga apresenta poucas transações, enquanto a nova ainda enfrenta desafios para entrar no mercado. No Rio Grande do Sul, os negócios com o trigo anterior são raros, ocorrendo a R$ 1.550 por tonelada no interior, enquanto os vendedores pedem até R$ 1.600.
✨ As moinhos estão oferecendo R$ 1.400 pela nova safra, e um navio de trigo uruguaio deve aportar em outubro.
No cenário atual, os preços em Santa Catarina também refletem a escassez de qualidade; o trigo gaúcho é vendido a R$ 1.600 mais R$ 180 de frete, com o paranaense no mesmo valor, mas com incertezas sobre sua qualidade. Além disso, os preços ao produtor se mostram estáveis, variando entre R$ 72 em Rio do Sul e R$ 80 em Xanxerê.
A situação se agrava no Paraná,onde a oferta da safra antiga é praticamente inexistente, e no segmento da nova safra, muitos lotes colhidos mostraram peso hectolítrico ou falling number abaixo do ideal, levando produtores a renegociar contratos.
Quanto ao trigo tipo 1, as ofertas para entrega em setembro estão em R$ 1.550, caindo para R$ 1.500 em outubro e R$ 1.450 em novembro, embora esse padrão esteja se tornando escasso. O trigo paraguaio revelou preços de até US$ 320 nos Campos Gerais, enquanto o argentino chegou a US$ 325 em Paranaguá.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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