Queda nos preços e pressão de transporte impactam mineradoras brasileiras.

As exportações brasileiras de minério de ferro e seus concentrados registraram uma queda de 20,5% em setembro, comparado ao mesmo mês de 2025. Essa diminuição está atrelada à baixa nos preços da commodity e à pressão do frete marítimo, o que afeta diretamente as margens das mineradoras.
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) revelam que as vendas externas do minério totalizaram US$ 2,02 bilhões, um recuo em relação aos US$ 2,54 bilhões do ano passado. O preço médio do minério exportado caiu 15,1%, e a quantidade embarcada diminuiu em 6,3%.
✨ Mineradoras de menor margem estão reduzindo suas operações, enquanto o setor enfrenta dificuldades devido a preços baixos e altos custos de transporte.
A queda dos preços é influenciada pela demanda reduzida da China, que é o principal importador da commodity, impulsionada pela desaceleração no setor imobiliário e na produção de aço. Além disso, a oferta global continue elevada, com grandes produtores mantendo volumes substanciais de minério.
A CSN Mineração, por exemplo, anunciou que reduzirá temporariamente a produção de minério de baixa qualidade em Ouro Preto (MG) devido à alta dos custos de frete. A empresa também ajustou suas metas de produção para 2026, passando de 45 milhões a 47 milhões de toneladas para uma projeção de 39 milhões a 41 milhões de toneladas.
Situações similares estão afetando mineradoras menores. O CEO da Cabo Verde Mineração, Túlio Rivadávia Amaral, indicou que a empresa decidiu paralisar temporariamente a produção de minério de ferro devido à deterioração das margens, priorizando um projeto de terras raras.
Apesar das adversidades em setembro, as exportações de minério de ferro entre janeiro e setembro totalizaram US$ 20,13 bilhões, representando uma queda de apenas 2,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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Jornalista especializado em Economia

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