Queda no Mercado Internacional de Soja: Pressões da Colheita e Biocombustíveis Afetam Preços
Desempenho negativo reflete ajustes técnicos e fatores regionais que impactam oferta e demanda

Nesta semana, o mercado internacional da soja registrou uma queda significativa, influenciada por ajustes técnicos e diversas pressões relacionadas a fundamentos globais e regionais. A análise da TF Agroeconômica indica que esse movimento é resultado de vendas em busca de realização de lucros, especialmente após a confirmação das metas de biocombustíveis nos Estados Unidos.
Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja recuaram mais de 1%, com o farelo de soja sendo o mais afetado pelas perdas do dia. Apesar de um aumento no volume previsto para a mistura de biocombustíveis em 2026, o mercado já havia se antecipado a essa notícia, permitindo assim as correções nos preços.
Paralelamente, a oferta sul-americana trouxe uma sensação de viés negativo para o mercado. O Brasil, avançando com sua colheita, reforçou as expectativas de uma safra recorde, enquanto a Argentina apresenta boas condições de lavouras. Esses fatores influenciam o cenário, que também é afetado por características regionais específicas.
Desafios Regionais e Custos de Transporte
No estado do Rio Grande do Sul, a colheita ocorre de forma lenta, com produtividade comprometida por períodos de estiagem em certas áreas. O elevado custo do diesel cria um impacto negativo no transporte, que é predominantemente rodoviário.
Em contrapartida, a demanda da agroindústria em Santa Catarina tem sustentado os preços, garantindo uma liquidez saudável mesmo em meio à pressão externa. No Paraná, a colheita avança, mas enfrenta obstáculo sanitário nas exportações, elevando os custos e restringindo as margens.
Mato Grosso do Sul também apresenta problemas, com custos em alta e limitações de armazenamento que diminuem a velocidade dos negócios. Por outro lado, em Mato Grosso, o término da colheita revela gargalos logísticos, como fretes altos e capacidade de estocagem insuficiente, o que acaba pressionando os preços que os produtores podem obter, apesar de um processamento recorde.
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Ricardo Alves
Jornalista especializado em Agronegócio
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