Anúncios da EPA geram reações adversas no mercado de grãos

O mercado de grãos na bolsa de Chicago se sentiu impactado após o governo dos Estados Unidos divulgar novas informações sobre biocombustíveis. O entusiasmo que dominava os investidores foi abruptamente interrompido com a reforma dos créditos de RINs, que resultou na queda de 1,24% no preço da soja, fixando-se em US$ 11,5925 o bushel.
A EPA anunciou que os RINs para biocombustíveis deverão ser 26,81 bilhões em 2026, superando a expectativa da Royal Rural, que previa 24,02 bilhões. Esse crédito funciona como um mecanismo de controle para assegurar que as metas de mistura de biocombustíveis sejam alcançadas. Apesar do número otimista, o governo dos EUA decidiu postergar até 2028 a imposição de restrições sobre a importação de óleos vegetais, atrasando assim o aumento na demanda por soja para esmagamento.
"Ainda há uma expectativa de demanda interna significativa, que poderá somar cerca de 6 milhões de toneladas de soja, mas isso deve levar mais tempo para se concretizar
✨ Mudanças nas condições do mercado de biocombustíveis podem impactar diretamente as dinâmicas de preços dos grãos nos EUA.
Além da soja, o milho também viu seus preços caírem em Chicago, com uma redução de 1,07% para US$ 4,62 o bushel. O trigo, por outro lado, manteve-se estável, com contratos de maio a US$ 6,05.
Os investidores continuavam a monitorar possíveis estímulos que poderiam elevar a demanda por etanol, mas até o momento, a EPA não sinalizou alterações que pudessem alterar essa dinâmica.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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