Nordeste é a única região a registrar aumento no efetivo bovino, com crescimento de 2,2%.

O rebanho bovino brasileiro sofreu uma redução de 1,7% em 2025, totalizando 234,3 milhões de cabeças, conforme os dados da Pesquisa Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta é a segunda queda consecutiva no efetivo bovino, consequências do aumento no abate nos últimos quatro anos, especialmente de fêmeas.
Dentre as regiões, o Nordeste se destacou, apresentando crescimento de 2,2% e alcançando 37,3 milhões de cabeças no rebanho. Em contrapartida, o Centro-Oeste registrou a terceira redução consecutiva, caindo 3,7% em 2025, mas mantém-se como a região com o maior rebanho, totalizando 72,2 milhões de cabeças, o que equivale a 30,8% do total nacional.
Outras regiões também tiveram diminuições: o Norte apresentou um declínio de 1,8%, somando 63,4 milhões de cabeças, enquanto o Sudeste e o Sul registraram quedas de 1,0% e 1,7%, respectivamente, totalizando 37,3 milhões e 24,1 milhões de cabeças.
✨ São Félix do Xingu (PA) lidera o ranking nacional com 2,7 milhões de bovinos, representando 1,2% do total, seguido por Corumbá (MS) com 2,2 milhões e Porto Velho (RO) com 1,7 milhão.
Apesar da queda no número de bovinos, o valor da produção da pecuária brasileira aumentou 6,2% em 2025, atingindo R$ 141,2 bilhões, um recorde histórico. Este crescimento é impulsionado pela produção de leite de vaca, que corresponde a 63,4% do valor total.
Os produtos de origem animal somaram R$ 128 bilhões, com um aumento de 5,6%, enquanto a aquicultura contribuiu com R$ 13,2 bilhões, apresentando um crescimento de 12,5%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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