Ensaios no Paraná, Argentina, demonstram eficácia do uso de ureia com inibidor.

A redução das perdas de nitrogênio durante a adubação do milho pode aumentar a eficiência do uso do nutriente em condições que favorecem a volatilização de amônia. Ensaios realizados pelo Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria (INTA) no Paraná, Argentina, revelaram que a ureia tratada com inibidor de urease apresenta uma significante diminuição nessas perdas em comparação com a ureia convencional.
O estudo abrangeu as safras de 2024/25 e 2025/26, testando doses de 100 e 200 quilos de nitrogênio por hectare, além de uma área sem fertilização. As aplicações ocorreram após chuvas que variaram de 24 a 39 milímetros, mantendo o solo úmido e favorável à volatilização. Nos dois ciclos, a ureia convencional mostrou o maior pico de perdas entre o segundo e o terceiro dia pós-aplicação.
Enquanto a ureia convencional perdeu de 14% a 15% do nitrogênio aplicado por volatilização na safra 2024/25, a ureia com inibidor conseguiu reduzir esse índice para 6% a 7%. No ano seguinte, as perdas da ureia convencional variaram entre 13% e 20%, contra apenas 5% a 6% do produto tratado. Apesar das diferenças nas perdas de nitrogênio, não houve variação estatística significativa entre a produtividade das duas fontes de fertilizante.
✨ A eficiência do uso do nutriente foi maior na menor dose de nitrogênio aplicada, com rendimentos variando de 5.277 a 11.915 quilos por hectare.
Este estudo se integra a uma rede argentina que avalia as perdas gasosas de nitrogênio no milho e continuará com a análise das emissões de óxido nitroso, visando desenvolver recomendações que melhorem o manejo da adubação e promovam a sustentabilidade nos sistemas produtivos.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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