Santa Catarina adota vazio sanitário para combater virose no maracujá
Produtores devem eliminar plantas para interromper ciclo do vírus

Santa Catarina implementa um vazio sanitário com o objetivo de controlar a virose do endurecimento dos frutos no cultivo de maracujá. Essa ação, que envolve a eliminação de todas as plantas de maracujá-azedo, busca interromper o ciclo do vírus responsável pela doença.
Durante cerca de um mês, todos os produtores do estado devem retirar as plantas do cultivo. As diretrizes foram divulgadas pela Agência de Notícias de Santa Catarina e são coordenadas pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAPE), com fiscalização do Departamento Estadual de Defesa Vegetal da Cidasc.
✨ Santa Catarina é o terceiro maior produtor de maracujá do Brasil, envolvendo aproximadamente mil famílias na atividade.
O vazio sanitário foi introduzido pela Cidasc em 2020 e, segundo o produtor Olírio Viel, trouxe benefícios significativos. Ele afirma que as novas plantas apresentaram maior vigor e qualidade, melhorando a produção de maracujá na região de Treze de Maio.
Divisão Regional do Vazio Sanitário
O estado foi segmentado em três regiões para a execução do vazio sanitário. Na região I, a medida se aplica de 1º a 30 de julho; na região II, de 11 de julho a 9 de agosto; e na região III, de 25 de julho a 19 de agosto. Durante estas datas, a manutenção de plantas vivas de maracujazeiro é proibida, assim como a criação de novos pomares, exceto para mudas que atendam normas específicas.
A Cidasc esclarece que a simples poda das plantas não é suficiente; elas devem ser completamente removidas do solo para evitar o rebrote e a contaminação. Se partes do tronco ou raízes permanecerem, isso pode causar a reinfecção e a disseminação do vírus.
Impactos da Virose do Endurecimento dos Frutos
Essa virose é causada pelo Cowpea aphid-borne mosaic vírus (CABMV) e afeta severamente a produtividade do maracujazeiro. Com a rápida disseminação do vírus, perdas significativas na colheita são uma preocupação constante.
O vírus é transmitido mecanicamente, por meio de ferramentas contaminadas, ou por vetores como pulgões. Apesar do maracujazeiro não ser um hospedeiro desses insetos, eles podem propagar o vírus entre as culturas.
Os sintomas da doença incluem mosaicos e deformações nas folhas, além de frutos menores e com a casca endurecida, resultando em uma redução significativa na qualidade e comercialização, com perda de até 60% na produção.
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