Apesar da produção de 234,4 milhões de litros em 2025, as exportações ainda são baixas.

O setor de cachaça está apostando em produtos premium e na promoção internacional para aumentar suas exportações. Em 2025, o Brasil produziu 234,4 milhões de litros da bebida, mas apenas 7,95 milhões de litros foram exportados.
O Dia Nacional da Cachaça, celebrado no domingo (13), marca uma nova fase de valorização da bebida no Brasil, que vem buscando se afirmar na alta coquetelaria. No entanto, as exportações ainda representam uma fração muito pequena da produção total.
Segundo o Anuário da Cachaça 2026, do Ministério da Agricultura e Pecuária, as exportações de cachaça movimentaram US$ 17,07 milhões, enviadas para 76 países. Embora a cachaça tenha uma forte conexão com a cultura e história brasileiras, seu espaço no mercado internacional ainda é limitado, especialmente quando comparado à tequila, cujas exportações chegam a US$ 4,3 bilhões.
✨ O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) aponta que a bebida é uma "promessa" no mercado externo e requer mais promoção, distribuição e investimentos.
Embora a cachaça tradicional mantenha sua popularidade, o mercado tem visto um crescimento no segmento premium. A valorização traz oportunidades para produtores especializados e receitas inovadoras em coquetéis, mas ainda há um amplo caminho a ser trilhado.
O IBRAC, em parceria com a ApexBrasil, desenvolve um projeto de promoção internacional focado em mercados como México e Alemanha, almejando ampliar a presença da cachaça no exterior.
A transformação da cachaça em um produto reconhecido internacionalmente, no entanto, enfrenta desafios, incluindo a informalidade na produção e a necessidade de uma estratégia de marketing robusta. A tributação sobre bebidas alcoólicas também é um ponto delicado, exigindo uma abordagem mais justa e equitativa.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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