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Agronegócio
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Sicoob destina R$ 70 bilhões para crédito rural na safra 2026/27

Instituição supera meta do ano passado em 18% com novos financiamentos

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 12:35
Sicoob destina R$ 70 bilhões para crédito rural na safra 2026/27

O Sicoob anunciou nesta segunda-feira (6/7) que disponibilizará um expressivo total de aproximadamente R$ 70 bilhões em crédito rural para a safra 2026/27, marcando um aumento de quase 18% em comparação ao ano anterior, quando foram liberados R$ 59,5 bilhões.

Desses R$ 70 bilhões, a expectativa é que R$ 32 bilhões sejam alocados para custeio, R$ 18,7 bilhões para investimentos, R$ 1,9 bilhão para industrialização e R$ 4,3 bilhões para comercialização, com os R$ 12,6 bilhões restantes sendo destinados a aplicações livres, principalmente por meio de Cédulas de Produto Rural Financeiras (CPRF) e para giro rural.

Apoio a pequenos e médios produtores

Quase 40% do total dos recursos serão direcionados a pequenos e médios produtores. Neste sentido, destacam-se R$ 11,5 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e R$ 15,8 bilhões pelo Programa Nacional de Apoio aos Médios Produtores (Pronamp).

R$ 27,8 bilhões serão destinados à atividade agrícola, com ênfase em soja e café.

No total, cerca de 40% dos recursos (aproximadamente R$ 27,8 bilhões) serão voltados para financiar atividades agrícolas, enquanto 28% serão direcionados à pecuária, especialmente à bovinocultura, totalizando R$ 19,5 bilhões. Contudo, é importante notar que a alocação para CPRF sofrerá uma queda de 34,2%, somando R$ 12,6 bilhões em relação à safra passada.

Marco Aurélio Almada, diretor-presidente do Sicoob, enfatizou a responsabilidade da instituição em atuar como um agente central de crédito rural, ressaltando a importância de atender a demanda dos cooperados em tempos desafiadores. Ele mencionou que, apesar da alta inadimplência e das taxas de juros elevadas, o Sicoob tem se esforçado para expandir sua oferta de crédito, garantindo que os produtores não sejam deixados desassistidos.

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Vemos o principal agente financiador retraindo, e o produtor rural não pode ficar na mão

Marco Aurélio Almada

Almada também observou que o setor financeiro está passando por mudanças significativas, com vários agentes se afastando do atendimento ao produtor. Isso se torna ainda mais relevante considerando que, na semana anterior, o Banco do Brasil anunciou uma redução na quantidade de recursos disponíveis para a nova safra, que começou em 1º de julho.

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