Contratos avançam na Bolsa e demandas regionais sustentam preços nas praças brasileiras.

O mercado da soja começou a semana pós-feriado nos Estados Unidos com valorização em Chicago e movimentos variados nas principais praças brasileiras, enquanto o Paraná deu início ao plantio da safra 2026/27.
De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos da oleaginosa avançaram na Bolsa de Chicago nesta terça-feira, 8 de setembro, impulsionados por compras técnicas, expectativas de melhora nas relações comerciais entre Estados Unidos e China, e alta nos preços do petróleo. O contrato de novembro subiu 0,50%, alcançando US$ 13,1625 por bushel, enquanto o de janeiro ganhou 0,53%, atingindo US$ 13,32. O óleo de soja de outubro avançou 1,93%, mas o farelo teve uma queda de 1,41%.
✨ Expectativas de aumento da demanda chinesa antes de um encontro entre Donald Trump e Xi Jinping ajudaram na valorização das commodities.
Além disso, as tensões no Estreito de Ormuz sustentaram os preços do petróleo e rumores de que o USDA poderia revisar para 57% a porcentagem de lavouras americanas classificadas como boas ou excelentes também contribuíram para a alta. Os embarques semanais aumentaram 49%.
No Brasil, o Rio Grande do Sul registrou preços firmes, com R$ 161,00 por saca no porto de Rio Grande. Em Santa Catarina, em São Francisco do Sul, o preço foi de R$ 157,30, sustentado pela demanda das indústrias de ração. O Paraná começou o plantio da nova safra em áreas onde a janela de vazio sanitário já havia encerrado, e Paranaguá foi registrado a R$ 159,00. Em Mato Grosso do Sul, os preços subirão nas praças acompanhadas, contanto que os negócios ainda estejam parados. Por sua vez, Mato Grosso também viu a maioria das referências avançar em relação à última sexta-feira, com Sorriso alcançando R$ 140,00 e uma alta de 3,86%.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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