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Agronegócio
2 min de leitura

Soja e milho registram quedas em Chicago, trigo também recua

Mercados enfrentam pressão da baixa demanda chinesa e clima favorável

Carlos Silva21 de maio de 2026 às 17:40
Soja e milho registram quedas em Chicago, trigo também recua

Os preços da soja e do milho na Bolsa de Chicago enfrentaram quedas significativas, marcando o terceiro dia seguido de perdas. O contrato da soja com entrega em julho caiu 0,81%, encerrando a sessão cotado a US$ 11,9425 por bushel.

Fatores que Impactam a Soja

Segundo a Granar, a soja não conseguiu manter os ganhos obtidos durante a manhã e foi pressionada principalmente pela desvalorização do petróleo. A Agrinvest ressaltou que o setor de soja apresentou baixa significativa, especialmente no óleo de soja, devido ao impacto da queda nos preços do petróleo.

A demanda chinesa por soja brasileira teve uma redução considerável, resultando em uma queda de 15 centavos por bushel nas compras.

Além disso, as vendas semanais divulgadas pelo USDA não trouxeram surpresas, calmando o mercado. A cobertura antecipada por parte da China para a safra 2026/27 e as condições climáticas favoráveis nos EUA seguem sendo monitoradas com atenção, contribuindo para o viés de baixa.

Milho em Queda

Os contratos de milho também fecharam em queda, com o vencimento para julho recuando 0,75% a US$ 4,6225 por bushel. Conflitos geopolíticos, como as tensões com o Irã e as negociações comerciais entre EUA e China, impactam as expectativas do mercado.

O milho sofreu pressões devido a condições climáticas que, apesar de ficarem mais favoráveis com chuvas nas Grandes Planícies, continuaram impactando o preço. Os agricultores observam com esperança o alívio da seca em Nebraska, onde 90% da região enfrentou déficits de água.

Trigo Segue em Baixa

O trigo também caiu, com o contrato de julho registrando uma queda de 1,97%, cotado a US$ 6,4750 por bushel. O mercado se mantém atento às condições climáticas que melhoraram nas Grandes Planícies, aliviando a seca que afetou as lavouras nos últimos meses.

Com a colheita do trigo de inverno já em andamento no sul, as expectativas ainda são incertas devido ao aumento da oferta no mercado e a ausência de novas compras da China, o que pressiona os preços para baixo.

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