Cotação encerra o dia a US$ 13,3725 por bushel, com influência do petróleo

Após operar no campo negativo durante praticamente toda a sessão, a soja avançou no fechamento do dia. Nesta quarta-feira (16/9), os papéis para novembro fecharam em alta de 0,15%, negociados a US$ 13,3725 o bushel.
A pressão de queda para soja vinha especialmente da movimentação do petróleo, que operava em baixa de 2% minutos antes do fechamento do mercado. A consultoria Royal Rural destacou que, nas últimas semanas, a sustentação dos preços dos grãos foi favorecida pela guerra e pela alta dos ativos de energia.
✨ “Sem o petróleo ajudando e com o mercado retirando parte do prêmio de guerra, soja e milho acabam encontrando mais dificuldade para sair do campo negativo e a pressão de baixa fica maior”, afirmou a consultoria.
Apesar do alívio em relação à guerra e seus efeitos sobre o petróleo, a Royal Rural ressaltou que o risco geopolítico ainda persiste. A situação no Oriente Médio permanece tensa, e a infraestrutura energética é considerada vulnerável.
O milho, por sua vez, se desvalorizou na bolsa de Chicago, refletindo o recuo do petróleo, com contratos para dezembro fechando em queda de 0,28%, a US$ 5,3425 o bushel. O aumento do preço do petróleo normalmente favorece a elevação do milho, já que esse é utilizado para a produção de etanol nos EUA.
Os preços do trigo registraram ligeira alta, com contratos para dezembro aumentando 0,30%, a US$ 7,3075 o bushel.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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