Soja fecha em baixa na Bolsa de Chicago devido a plantio avançado
Pressão de lucros e clima impactam preços e colheitas

A soja teve uma queda significativa em sua cotação na Bolsa de Chicago, marcando o dia a 11,9575 dólares por bushel, uma diminuição de 0,97%. Essa tendência de baixa é atribuída à realização de lucros, ao crescimento do plantio nos EUA e à desvalorização do complexo de grãos.
O contrato de maio desceu 11,75 cents, enquanto o de julho recuou 11,25 cents, estabelecendo novos preços de US$ 11,9575 e US$ 12,1150 respectivamente. Ao mesmo tempo, o farelo de soja para maio teve uma leve valorização de 0,59%, alcançando US$ 322,60 por tonelada, e o óleo de soja subiu 0,49%, custando US$ 78,40 por libra-peso.
✨ O plantio nos Estados Unidos alcançou 33% da área total, superando a média histórica de 23%.
A pressão nos preços das commodities também se intensificou em razão da queda de 8,5% nas importações de soja pela União Europeia, embora o Brasil ainda mantenha a liderança nas exportações, com 4,74 milhões de toneladas, em comparação aos 4,32 milhões de toneladas vindos dos Estados Unidos.
No cenário brasileiro, a colheita de soja atingiu 94,7% do total, sinalizando o fim do ciclo. Entretanto, a colheita no Rio Grande do Sul enfrenta obstáculos devido às condições climáticas adversas, com apenas 79% da área colhida entre os 6,62 milhões de hectares disponíveis. Tempestades intensas, como na região de Capão do Cipó, que registrou 131 milímetros de chuva, geraram erosão e atrasaram a operação das máquinas.
Em Santa Rosa, a colheita abrangeu 77% da área, com produtividade estimada em 2.350 quilos por hectare, inferior à média estadual de 2.871 quilos. No porto do Rio Grande, os preços ficaram em R$ 130,00 por sacas.
Em Santa Catarina, a demanda de setores como aves e suínos fortalece o mercado local, com o porto de São Francisco do Sul operando a R$ 131,00 por sacas, um aumento de 1,39%. No Paraná, a produção é projetada em 22,04 milhões de toneladas, um aumento de 4% em relação ao ano passado, embora os preços se mantenham 6% abaixo dos níveis de 2025, afetados pela valorização da moeda local.
No Mato Grosso do Sul, o mercado permanece estável, com preços em Campo Grande a R$ 115,00, enquanto os custos de frete para os portos do Sul aumentaram em até 10%.
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