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Agronegócio
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Soja no Brasil vive março com preços estáveis e baixa liquidez

Mercado enfrenta dificuldades com a diferença entre oferta e demanda

Camila Souza Ramos04 de abril de 2026 às 19:10
Soja no Brasil vive março com preços estáveis e baixa liquidez

O mercado de soja brasileiro apresentou em março uma fase de baixa liquidez e escassos negócios, além de pequenas oscilações de preços. A disparidade entre os valores solicitados pelos vendedores e os ofertados pelos compradores dificultou a comercialização durante todo o mês.

No final de março, os preços se mantiveram essencialmente inalterados no Brasil, refletindo uma leve alta nos preços de Chicago e um dólar elevado, em torno de R$ 5,20. No geral, as alterações de preço foram modestas. A saca de 60 quilos fechou o mês a R$ 124,00, mantendo o mesmo valor do início do período.

Em Cascavel (PR), houve um aumento sutil, de R$ 118,00 para R$ 119,00, enquanto Rondonópolis (MT) viu preços ao redor de R$ 108,00. No Porto de Paranaguá (PR), os valores ficaram próximos de R$ 129,00.

No cenário internacional, os contratos futuros de soja na Bolsa de Chicago mostraram uma leve valorização, com o contrato de maio subindo 0,2% em março e acumulando um aumento de 10,36% no primeiro trimestre. Essa alta foi impulsionada pela elevação no preço do petróleo, devido às instabilidades no Oriente Médio, e expectativas de um acordo comercial entre China e Estados Unidos para a compra de soja.

No entanto, essa valorização causa surpresa considerando os fundamentos do mercado. Tanto Brasil quanto Argentina estão chegando ao fim da colheita de grandes safras, o que aumenta a oferta global. Além disso, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que a área plantada na temporada 2026 deve crescer 4%, alcançando 84,7 milhões de acres.

Os estoques trimestrais de soja nos Estados Unidos, até 1º de março, totalizaram 2,10 bilhões de bushels, marcando um aumento de 10% em relação ao ano anterior e superando as expectativas do mercado. Esse cenário de estoques elevados contribui para uma percepção de oferta abundante, mesmo com os recentes aumentos nos preços internacionais.

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