Vendas expressivas dos EUA e demanda da China impulsionam preços

Após uma sequência de oito pregões em queda, o preço da soja na bolsa de Chicago apresentou uma recuperação nesta quinta-feira (22/10), com um aumento de 0,62%, atingindo US$ 12,53 por bushel. O avanço da colheita nos Estados Unidos que pressionava os preços foi interrompido por ajustes técnicos, refletidos em um expressivo aumento nas vendas da oleaginosa.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou que as vendas líquidas de soja do país chegaram a 2,84 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro, um número que supera as 574,90 mil toneladas do período anterior. Adicionalmente, o USDA divulgou a venda de 202 mil toneladas de soja para a China.
"A China não vinha comprando grandes volumes até o início do mês, mas isso mudou nas duas últimas semanas. A soja ficou barata e as compras aceleraram nesse período, chegando a 2,5 milhões de toneladas. Essa demanda pode ter influenciado a alta dos preços.
Vlamir Brandalizze, consultor independente de mercado, alerta que a tendência de preços ainda é de baixa, com o mercado estimando oscilações entre US$ 12,50 e US$ 13,50 por bushel. Ele prevê que essa pressão deve persistir até o final de novembro, quando até 80% da colheita poderá estar concluída.
No que diz respeito ao trigo, os preços seguem em declínio, marcando o sexto recuo consecutivo. Os contratos de dezembro fecharam a US$ 6,2475 por bushel, devido ao avanço na colheita em regiões do Hemisfério Norte.
O aumento na oferta de trigo contribui para aliviar as preocupações relacionadas ao escoamento do cereal pelo Mar Negro, que ainda é afetado pela situação de conflito entre Rússia e Ucrânia.
O milho, por sua vez, também registrou uma nova queda, com preços fechando a US$ 4,6050 por bushel após um aumento na sessão anterior.
✨ Soja se valoriza 0,62% em Chicago, interrompendo série de quedas, impulsionada por forte demanda da China e vendas dos EUA.
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