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Agronegócio
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StoneX mantém previsão de produção de algodão no Brasil para 2025/26

Expectativa é de 3,74 milhões de toneladas, 10,1% inferior ao ciclo anterior; clima influencia safra.

Carlos Silva30 de março de 2026 às 18:05
StoneX mantém previsão de produção de algodão no Brasil para 2025/26

A consultoria StoneX decidiu manter sua previsão mensal para a produção brasileira de algodão na safra de 2025/26, estipulando-a em 3,74 milhões de toneladas. Se essa previsão se concretizar, haverá uma queda de 10,1% em relação ao ciclo anterior.

Cuidado com o Clima

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira (30/3), a consultoria enfatizou que, apesar da consistência em suas projeções, o atual ciclo precisa ser acompanhado com atenção, especialmente em função das condições climáticas e do desenvolvimento das lavouras nas principais regiões de cultivo do país.

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O desenvolvimento ainda está em um estágio bastante incipiente em algumas regiões do Mato Grosso, o que faz com que o clima nas próximas semanas seja decisivo para consolidar o potencial produtivo da safra

Raphael Bulascoschi, analista da StoneX.

O Mato Grosso, maior produtor nacional, apresenta lavouras em fase inicial, enquanto a Bahia se destaca com um cenário mais promissor devido às chuvas.

Cenário na Bahia

Na Bahia, as lavouras estão mais adiantadas, com chuvas acima da média histórica, resultando em uma estimativa de produtividade de 1,97 tonelada por hectare.

Além disso, o relatório de março da StoneX sugere que as exportações de algodão brasileiro podem alcançar 3,1 milhões de toneladas em 2026, um aumento de 3,3% em relação ao mês anterior.

Essa elevação deve-se ao volume substancial da safra colhida anteriormente, que ampliou a disponibilidade no mercado externo.

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A combinação entre uma oferta robusta e uma demanda internacional mais firme tende a sustentar um bom desempenho das exportações ao longo do primeiro semestre

Raphael Bulascoschi.

O Brasil se posiciona como o maior fornecedor mundial de algodão, com demanda crescente de países como China e Paquistão.

Embora as perspectivas sejam otimistas, o mercado deve permanecer vigilante quanto ao potencial produtivo atual e suas implicações nas exportações futuras.

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