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Agronegócio
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UE restringe importação de carne do Brasil a partir de setembro de 2026

Comissão Europeia exige novas garantias sanitárias do país

Gabriel Azevedo06 de junho de 2026 às 12:30
UE restringe importação de carne do Brasil a partir de setembro de 2026

A União Europeia anunciou que a partir de 3 de setembro de 2026, não permitirá mais a importação de carnes e produtos derivados de animais do Brasil em categorias determinadas. Essa decisão impacta diretamente as exportações brasileiras para o bloco, que já enfrentam desafios.

Razões para a restrição

O comunicado, divulgado pela Comissão Europeia, enfatiza que a medida está relacionada à necessidade de garantias adicionais sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, especialmente em relação ao cumprimento das normas rigorosas do bloco. O Brasil, até o momento, não foi capaz de fornecer informações suficientes para demonstrar que segue as exigências.

A lista de produtos afetados inclui bovinos, equídeos, aves, aquicultura, mel e tripas.

Histórico de solicitações

Em maio de 2026, a UE já havia excluído o Brasil da lista de países autorizados a exportar essas categorias. Agora, a ratificação da proibição reforça a importância das normas de controle sanitário e da rastreabilidade dos produtos.

Contexto

O mercado europeu representa cerca de US$ 1,8 bilhão anuais em exportações de proteínas do Brasil, o que torna essa decisão crucial para o agronegócio brasileiro.

A Comissão Europeia destacou que não recebeu dados que comprovem a implementação das medidas necessárias para atender o Regulamento Delegado (UE) 2023/905, que estabelece requisitos sobre o uso de antimicrobianos na produção animal com destino ao mercado europeu.

Próximos passos

O Brasil apresentou informações adicionais em reunião técnica com representantes da Comissão Europeia, mas ainda havia parte da documentação pendente de envio. A continuidade do comércio depende dessas garantias sanitárias, e até agora, não houve pronunciamento oficial pelo Ministério da Agricultura e Pecuária ou pelo Ministério das Relações Exteriores sobre a situação.

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