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Agronegócio
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Agropecuária avança 2% no PIB, mas enfrenta desafios devido ao El Niño

Crescimento do setor é ameaçado por clima adverso e aumento de custos.

João Pereira02 de junho de 2026 às 03:15
Agropecuária avança 2% no PIB, mas enfrenta desafios devido ao El Niño

A agropecuária brasileira registrou um crescimento de 2% no PIB durante o primeiro trimestre, mas enfrenta um cenário de possíveis perdas para os próximos anos, pressionada pelo fenômeno El Niño e pela alta dos custos de produção.

Economistas alertam para uma possível retração da produção agrícola até 2027.

Segundo Felippe Serigati, economista da FGV Agro, é improvável que se obtenha uma safra recorde em anos afetados pelo El Niño. Este fenômeno, que está previsto para se manifestar entre junho e julho, historicamente causa secas em regiões como o Centro-Norte e inundações no Sul do Brasil.

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O último El Niño significativo ocorreu em 2014 e 2015, resultando em severas perdas agrícolas, o que ainda está fresco na memória dos produtores

Carlos Cogo, especialista em agronegócios.

Para a safra deste ano, as ações já estavam em andamento antes da previsão da chegada do El Niño, permitindo que boa parte dos grãos fosse plantada. Porém, o impacto financeiro será mais sentido em 2027, quando o aumento de custos com replantio e a instabilidade nas colheitas poderão se agravar.

O El Niño pode atrasar o plantio e reduzir a produtividade do setor agrícola.

Em relação à pecuária, o setor busca se ajustar após três anos de abate elevado, retendo mais vacas para aumentar a futura produção de bezerros. Contudo, os custos de produção aumentam com os preços elevados dos fertilizantes, um reflexo da instabilidade internacional.

Aumento dos custos e endividamento

Os elevados juros estão gerando um maior endividamento entre os produtores, forçando muitos a diminuir a área plantada e a usar tecnologia menos eficiente.

Conforme analisa Serigati, caso os custos relacionados aos fertilizantes e à operação das máquinas não sejam gerenciados, haverá um impacto direto na produtividade e, consequentemente, no abastecimento futuro dos alimentos.

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