Estudos indicam aumento de produtividade e redução de excessos em insumos.

A tecnologia de aplicação pode reduzir desperdícios agrícolas antes mesmo do plantio, ao melhorar o diagnóstico das áreas e tornar mais precisa a distribuição de sementes, fertilizantes e defensivos. A análise é de Marcelo Hilário, químico industrial, mestre em Agronomia e profissional de Pesquisa e Desenvolvimento da Sell Agro.
Associada à Agricultura de Precisão, essa tecnologia leva em consideração diferenças de solo, relevo, produtividade e histórico de manejo para definir estratégias específicas dentro de um mesmo talhão. Na fertilização, a aplicação em taxa variável pode evitar o excesso de nutrientes em determinados pontos e a deficiência em outros.
Estudos realizados em cinco safras de pomares de citros em São Paulo apontaram uma redução de 34% na energia incorporada aos fertilizantes e 29% na queda do excedente de nutrientes. Experimentos conduzidos pela Embrapa em Mato Grosso e Paraná mostraram ganhos de produtividade de até 8% no milho e 3% no algodão com ajustes na quantidade de sementes conforme as características das áreas.
✨ Os resultados dependem da qualidade do diagnóstico, da recomendação agronômica e da execução no campo. Fatores como regulagem de máquinas, sensores e calibração dos equipamentos são decisivos para cumprir as prescrições corretamente e minimizar desperdícios.
Marcelo Hilário enfatiza que a tecnologia de aplicação começa antes da máquina, na qualidade das informações para a tomada de decisão. Quanto melhor a informação, maior a chance de otimizar a colocação de cada quilo de fertilizante ou cada semente, aumentando o retorno agronômico. Ele conclui que a Agricultura de Precisão deve ser vista não apenas como uma ferramenta tecnológica, mas como uma gestão efetiva do desperdício.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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