Produção de trigo é impactada por condições climáticas adversas

O cultivo de trigo na Região Centro-Oeste está sob pressão, especialmente em Goiás e Mato Grosso do Sul, devido à escassez de água e à propagação de doenças. Segundo informações da Conab, Goiás mantém uma produção que depende fortemente de áreas irrigadas, enquanto Mato Grosso do Sul intensificou sua colheita após ver uma queda na produção por conta de problemas climáticos e fitossanitários.
As lavouras de Goiás mostraram um desempenho agronômico melhor nas áreas irrigadas, com colheita iniciando pontualmente em agosto e resultados satisfatórios. Ao contrário da situação nas áreas de sequeiro, que enfrentaram escassez de chuvas, comprometendo processos fundamentais como o perfilhamento e a formação de grãos.
"A baixa viabilidade econômica da colheita levou muitos produtores a optarem por cobrir o solo nas áreas afetadas pela falta de água, uma prática que ajuda a conservar a umidade e preparar o solo para o próximo ciclo agrícola.
✨ Em Goiás, a irrigação mostrou ser um fator decisivo para a manutenção de boas produtividades nesta safra.
A escassez hídrica em Goiás foi severa, com a necessidade de 575,8 mm de água, mas apenas 69,2 mm foram registrados. A irrigação se tornou essencial para a sobrevivência das lavouras.
No sudoeste de Mato Grosso do Sul, o trigo de sequeiro também sofreu, especialmente com a irregularidade da chuva. A falta de precipitação durante períodos críticos resultou em um acentuado déficit hídrico, reduzindo significativamente a capacidade de a planta realizar fotossíntese e, consequentemente, a produção.
"A combinação de temperaturas elevadas e umidade favoreceu o desenvolvimento de doenças fúngicas, como a brusone, que impactou a produtividade em várias regiões.
✨ A brusone, originada pelo fungo Pyricularia oryzae, exigiu atenção dos produtores em Mato Grosso do Sul, afetando as estimativas de produção.
As previsões para a próxima semana indicam uma distribuição irregular das chuvas na Região Centro-Oeste. Volumes significativos de água, entre 20 e 50 milímetros, estão previstos para algumas partes de Mato Grosso do Sul e Goiás, mas outras áreas poderão ter baixos acumulados, exigindo estratégias de manejo cuidadosas.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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