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Agronegócio
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UE suspende importação de carne brasileira; impacto nas exportações

Entidades do agronegócio reagem à nova decisão da União Europeia

Gabriel Rodrigues12 de maio de 2026 às 16:00
UE suspende importação de carne brasileira; impacto nas exportações

Entidades do agronegócio reagem à decisão da União Europeia de suspender a importação de bovinos, equinos, aves, ovos e mel do Brasil. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) garantiu que o Brasil continua habilitado a exportar carne bovina para o mercado europeu.

Situação das exportações

De acordo com a Abiec, não há proibição imediata às exportações e a suspensão está ligada à implementação de novas regras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal, que deve entrar em vigor em setembro de 2026. A associação enfatizou que a restrição às exportações só ocorrerá caso as garantias solicitadas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data-limite.

Brasil está trabalhando com o Ministério da Agricultura para atender às novas exigências da UE.

Diálogo com as autoridades

A Abiec informou que colabora com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na criação de protocolos que atendam às exigências e que está em contato técnico com as autoridades europeias sobre o tema. Além disso, uma missão europeia deve visitar o Brasil no segundo semestre para aprofundar a avaliação técnica.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) também se manifestou, afirmando que o Brasil está comprometido a fornecer todas as informações necessárias à União Europeia sobre as diretrizes técnicas dos antimicrobianos, com a finalidade de garantir a reentrada do país na lista de exportadores autorizados.

O Brasil atende os requisitos da União Europeia em relação aos antimicrobianos.

Compromisso com a segurança

A ABPA assegurou que as tratativas com o Ministério da Agricultura estão em andamento para demonstrar que as exigências europeias estão sendo integralmente cumpridas, tanto nas exportações quanto no mercado interno. A entidade destacou a robustez das estruturas sanitárias e sistemas de controle do Brasil, incluindo protocolos de rastreabilidade e monitoramento veterinário.

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