Retomada da carne bovina deverá levar até dois anos devido a exigências de rastreabilidade.

As exportações brasileiras de frango e mel podem ser retomadas nas próximas semanas, de acordo com a União Europeia, após uma auditoria que considerou satisfatórios os controles adotados pelo Brasil. A carne bovina, no entanto, deverá passar por um processo mais longo, podendo levar até dois anos devido às exigências europeias de rastreabilidade e controle de antimicrobianos.
A informação foi divulgada por Jean-Pierre, chefe adjunto da missão da União Europeia no Brasil, durante o GAFFFF em São Paulo. Ele enfatizou que o novo acordo de cooperação entre Brasil e UE abre uma nova fase na relação comercial, embora desafios sanitários ainda sejam debatidos.
✨ A auditoria da Comissão Europeia avaliou positivamente os sistemas de produção de carne de aves e mel, permitindo a fase de retomada para esses produtos.
O representante europeu, entretanto, explicou que para a carne bovina, o acompanhamento dos animais ao longo de todo seu ciclo de vida é fundamental, o que requer um período de adaptação para atender à regulamentação europeia em relação ao uso de antimicrobianos.
Além disso, Jean-Pierre destacou o aumento das vendas de outros produtos brasileiros, como café e uvas, no mercado europeu. O tratado de cooperação também traz benefícios, como a proteção das Indicações Geográficas brasileiras na Europa, aumentando o valor agregado da produção.
Outra importante perspectiva abordada foi a bioeconomia, com a intenção de identificar produtos brasileiros promissores para exportação e desenvolver programas de cooperação para fortalecer a produção agrícola sustentada.
Por fim, o representante europeu posicionou a relação comercial dentro de um contexto mais amplo de segurança alimentar em um mundo afetado por mudanças climáticas, ressaltando que o comércio internacional deve ser considerado parte da estratégia de segurança alimentar da Europa.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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