Tecnologia é importante para pulverizações em solo encharcado, mas requer capacitação.

A recente campanha agrícola, marcada por chuvas acima da média, pode propiciar um aumento no uso de drones agrícolas para pulverizações. Essa tecnologia é essencial em momentos em que o solo está encharcado, impossibilitando a utilização de máquinas terrestres.
Os drones possibilitam aplicações no momento adequado, no entanto, é necessário um planejamento e capacitação específicos para garantir a sua eficácia. Segundo Matías Fernández Koller, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Bidcom Agro, operar os drones é uma das etapas mais simples do processo, pois os equipamentos funcionam de maneira autônoma.
✨ O principal desafio reside na configuração dos parâmetros de aplicação, no preparo da mistura e na calibração, o que exige formação adequada.
Matías destaca que, enquanto voar com os drones é relativamente simples, já que operam como robôs autônomos, é fundamental que operários estejam aptos a definir corretamente os parâmetros de aplicação. O uso dessa tecnologia pode evitar atrasos no combate a plantas daninhas e pragas, além de minimizar o pisoteio do solo, evitando a compactação.
Além disso, os drones necessitam trabalhar com volumes reduzidos de água e aplicações mais concentradas. A distância da pulverização, aliada ao vento e às condições ambientais, impacta significativamente o comportamento das gotas durante a aplicação. Portanto, essa tecnologia deve ser considerada uma ferramenta complementar e não apenas uma substituta das pulverizações terrestres.
A aceitação dos drones na agricultura brasileira tem avançado rapidamente. Com base em estimativas da Bidcom Agro, o número de drones agrícolas no Brasil saltou de cerca de 100 unidades em 2023 para aproximadamente 3 mil em 2026.
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Jornalista especializado em Agronegócio

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