Cotações avançam no Brasil e no exterior devido a fatores climáticos e logísticos

O milho registrou uma valorização significativa em agosto, tanto nos mercados brasileiro quanto internacional, impulsionada por uma série de fatores, incluindo a redução das expectativas de oferta nos Estados Unidos e a retenção de vendas por parte dos produtores brasileiros.
Em Sorriso, Mato Grosso, o cereal teve um aumento mensal de 12%, com o preço médio chegando a R$ 47 por saca. Na Bolsa de Chicago, o primeiro vencimento do milho apresentou uma média de US$ 4,68 por bushel, o que representa um avanço de 5,7% em relação a julho.
✨ A queda na condição das lavouras nos EUA, onde apenas 57% estão classificadas como boas ou excelentes, somou-se a preocupações com ataques à infraestrutura portuária russa, aumentando os riscos logísticos e elevando os preços internacionais do milho.
Embora a produção norte-americana permaneça elevada, o aumento da demanda tem pressionado as expectativas de oferta. O clima adverso nas áreas das Planícies e do oeste do cinturão produtor gerou preocupações sobre a colheita. Além disso, os embarques de milho do Brasil caíram 32% em agosto em comparação com o mesmo mês de 2025, enfrentando concorrência forte de EUA e Argentina.
Para a safra 2026/27, a atenção se volta para a América do Sul, com a Argentina prevista para colher até 70,5 milhões de toneladas, enquanto o estado do Rio Grande do Sul no Brasil deve ver uma expansão de 7,4% na área de milho verão e o Paraná uma alta de 2%.
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