Estatais alcançam patrimônio de R$ 1 trilhão, mas enfrentam desafios
Petrobras e bancos dominam resultado, apesar de dívidas de algumas estatais

As empresas estatais federais atingiram um patrimônio líquido total de R$ 1 trilhão no final de 2025, um marco histórico. Neste contexto, a Petrobras e três bancos – Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal – são responsáveis por mais de 90% deste valor significativo.
O patrimônio líquido reflete o valor real das empresas, calculado pela soma de seus ativos menos suas obrigações financeiras. As 44 estatais geraram um lucro impressionante de R$ 169 bilhões, representando um crescimento de 45% em relação ao ano anterior, embora sua contribuição para o PIB tenha diminuído de 5,3% em 2024 para 4,9% em 2025.
✨ A melhoria na gestão das estatais é apontada como uma das razões para o aumento do patrimônio e dos lucros.
O relatório do Ministério da Gestão questiona as informações do Banco Central, que indicam um déficit de R$ 5 bilhões para 20 estatais, o pior resultado em anos. A contabilidade do BC segue critérios do FMI, que, por exemplo, incluem investimentos feitos pelas estatais como déficit instantâneo.
Elisa Leonel, chefe da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, critica essa abordagem e defende um entendimento mais preciso sobre a saúde financeira das estatais. O impacto das estatais deve ser um tema central na próxima campanha presidencial, que começa em agosto.
O senador Flávio Bolsonaro, principal candidato da oposição, sinalizou que algumas estatais podem ser privatizadas, citando a possibilidade de venda de partes dentro da própria Petrobras, gerando impactos financeiros significativos no curto prazo.
Contexto Adicional
A discussão sobre estatais não é apenas financeira, mas envolve também questões de soberania e a capacidade do Estado em mitigar crises complexas que o setor privado pode não conseguir lidar sem as devidas parcerias.
Elisa destaca que estatais possuem um papel essencial na proteção de interesses nacionais e na execução de serviços que vão além do lucro imediato. Durante a gestão anterior, planos de privatização de estatais de tecnologia levantaram questões sobre a segurança de dados e serviços públicos essenciais.
Um exemplo negativo é a estatal dos Correios, que registrou um prejuízo de R$ 8 bilhões em 2025, refletindo um cenário complicado e a falta de investimentos durante o governo Bolsonaro. Planos de reestruturação estão em progresso, mas a situação ainda é desafiadora.
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