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Juros futuros sobem com incertezas eleitorais e dados econômicos

Cenário apresenta volatilidade à véspera de novas pesquisas

Gabriel Rodrigues04 de agosto de 2026 às 18:35
Juros futuros sobem com incertezas eleitorais e dados econômicos

Os juros futuros encerraram o dia 4 de dezembro em alta, após uma sessão marcada pela instabilidade. A mudança de tendência ocorreu à tarde, com o mercado demonstrando maior cautela devido à proximidade das novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência e às dificuldades enfrentadas pela candidatura do PL em buscar apoio no centro-direita.

Ao final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 permaneceu inalterada em 13,79%. Já o DI para janeiro de 2028 subiu de 13,794% para 13,835%. Para o ano de 2029, a taxa subiu para 14,020%, passando de 13,974% do ajuste anterior, enquanto o DI para janeiro de 2031 alcançou 14,210%, em comparação a 14,195% na segunda-feira.

Durante a maior parte da tarde, especialmente nos vencimentos mais longos, os juros estavam em queda, mas o quadro se reverteu conforme aumentaram as preocupações em relação ao cenário eleitoral e o temor de novas sanções diplomáticas dos EUA.

A recente pesquisa BTG/Nexus mostrou um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, intensificando as especulações sobre o futuro político.

A postura defensiva no mercado foi impulsionada pela expectativa em torno das pesquisas Genial/Quaest e Meio/Ideia que serão divulgadas em breve, após o surgimento de dados considerados favoráveis ao presidente Lula. O economista-chefe da Nomos Investimentos, Beto Saadia, explicou que o mercado busca se precaver diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro não se mostrar tão competitivo nas próximas entrevistas.

A análise predominante sugere que uma transição de governo poderia facilitar reformas financeiras e possibilitar um ciclo mais contínuo de cortes na Selic. Já no exterior, houve um clima mais positivo, com a expectativa da reabertura do Estreito de Ormuz, que fez o petróleo Brent cair mais de 5%, fechando abaixo dos US$ 80.

Adicionalmente, a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada hoje também impactou a curva de juros locais. A produção industrial sofreu uma queda de 1,8% em junho, superando as expectativas de uma diminuição menor de 0,6%. Saadia acredita que esse resultado poderá influenciar a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a Selic em 25 pontos-base na reunião de amanhã, condicionando a estratégia a dados futuros.

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