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IFI aponta deterioração nas finanças de estatais federais

Relatório revela aumento de riscos fiscais para o Tesouro Nacional

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 11:40
IFI aponta deterioração nas finanças de estatais federais

A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou, nesta quinta-feira (23), um relatório que aponta um declínio significativo na saúde financeira de muitas empresas estatais federais, tanto aquelas que dependem quanto as que não dependem de recursos do governo, aumentando os riscos para o Tesouro Nacional.

Causas e Consequências

Segundo a IFI, essa deterioração não é uniforme e pode ser atribuída a múltiplos fatores. Os dados mostraram que algumas estatais, como a Codevasf, Correios, Emgepron e Infraero, apresentam patrimônio líquido negativo, fluxo de caixa operacional deficitário e margens operacionais prejudicadas.

A piora financeira das estatais representa um aumento de risco fiscal para o Tesouro Nacional.

O relatório também ressaltou que a atual situação das estatais federais, que operam no vermelho desde 2023, deve se manter até 2030. A classificação de 'estatais dependentes' se refere àquelas que necessitam de recursos da União para suas operações, sendo a Codevasf e a Conab exemplos de empresas que se enquadram nessa categoria.

Impacto Sobre a Fiscalidade

Embora as estatais sejam categorizadas como dependentes ou não dependentes, a análise da IFI indicou que todos enfrentam desafios financeiros significativos. A IFI também observou que as estatais não dependentes, como os Correios, estão sofrendo com quedas nas receitas, mesmo sem afetar diretamente o orçamento do governo.

Contexto Adicional

O governo federal não se inclui nas discussões sobre a privatização das estatais, que é vista como um tema complexo, levando em conta tanto os aspectos financeiros quanto os sociais.

Para os Correios, o reequilíbrio econômico-financeiro é uma tarefa complicada. O rombo das estatais já atinge R$ 8,5 bilhões, o que agrava sua situação mesmo com planos de reestruturação em andamento.

  • 1Redução de custos e reestruturação de planos de saúde.
  • 2Alienação de imóveis ociosos.
  • 3Ajustes tarifários e programas de demissão voluntária.
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A piora financeira se relaciona com a queda nas receitas de postagens e pressões de custos com pessoal e benefícios.

IFI

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