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Família denuncia lentidão em benefício após feminicídio de policial

Pensão da filha da policial Gisele Santana atrasa enquanto tenente-coronel tem aposentadoria rápida.

João Pereira04 de abril de 2026 às 13:35
Família denuncia lentidão em benefício após feminicídio de policial

A família da policial militar Gisele Alves Santana, assassinada por seu marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, está insatisfeita com a morosidade na concessão da pensão para a filha de sete anos da vítima. Embora solicitada em 6 de março, a compensação ainda não foi paga, enquanto Geraldo, réu pelo feminicídio, obteve sua aposentadoria em tempo recorde.

A filha da policial aguarda suporte financeiro, enquanto o acusado teve benefícios concedidos rapidamente.

Segundo o advogado da família, José Miguel da Silva Júnior, enquanto o pedido de pensão enfrenta atrasos, a aposentadoria do tenente-coronel foi aprovada em menos de uma semana. A situação gerou indignação, e a SPPrev anunciou que os pagamentos começam em 8 de abril, após pressão pública. Contudo, a demora para a filha de Gisele gerou questionamentos sobre a disparidade no tratamento aos casos.

Em resposta, a SPPrev explicou que o caminho para a análise de aposentadorias e pensões envolve processos diferentes, o que pode explicar a divergência nos tempos de resposta.

Aposentadoria do Tenente-Coronel

O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi transferido para a reserva da Polícia Militar, com direito a salário integral durante a aposentadoria, mesmo estando preso sob acusação de feminicídio. Ele pode receber cerca de R$ 20 mil, valor que representa a fração de seu último salário.

A Secretaria da Segurança Pública informou que um conselho de justificação pode resultar em demissão do oficial, mesmo após sua aposentadoria.

Contexto do Crime

Gisele Alves Santana foi encontrada morta em seu apartamento no Brás, em São Paulo, em 18 de fevereiro. Inicialmente considerado um suicídio, o caso evoluiu para um inquérito de feminicídio após investigações que revelaram indícios de violentos atos contra a policial. O tenente-coronel está detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março.

A análise de laudos periciais e depoimentos provaram inconsistências na versão de Geraldo, levando à sua acusação formal por feminicídio e fraude processual.

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O exame indicou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça de Gisele, demonstrando claramente que não se tratou de um ato suicida.

Detalhes do Caso

Os relatos apontam que evidências, como lesões no corpo da vítima, confirmam a tese de feminicídio, e a investigação continua em curso para garantir a justiça no caso.

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