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Fila do INSS cai 74% e chega ao menor nível em 21 meses

Nova gestão no INSS promete zerar espera até setembro de 2026

Gabriel Rodrigues23 de julho de 2026 às 01:10
Fila do INSS cai 74% e chega ao menor nível em 21 meses

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou uma redução de 74% na fila de espera por benefícios, atingindo 1,6 milhão de pedidos pendentes até 14 de julho de 2026. Este é o menor número registrado nos últimos 21 meses.

De acordo com dados do Ministério da Previdência Social, desse total, 486 mil requerimentos estão além do prazo legal de 45 dias, enquanto outros 745 mil permanecem dentro desse limite. A recente troca na presidência do INSS, que passou de Gilberto Waller para Ana Cristina Viana Silveira em abril, foi vista como um passo estratégico para otimizar a operação da instituição.

Ana Cristina Viana Silveira assumiu com a missão de zerar a fila de espera até setembro de 2026, uma promessa feita por Lula ao assumir a presidência.

O Ministério da Previdência definiu que ‘zerar a fila’ significa eliminar todos os requerimentos com mais de 45 dias de espera. Em média, o INSS recebe 1,3 milhão novos pedidos mensalmente. Além disso, 450 mil processos estão atrasados devido à falta de documentação necessária dos requerentes.

Desde janeiro de 2026, a autarquia possui uma capacidade de processamento aumentada, permitindo que a análise de processos crescesse 34,7% em comparação ao mesmo período de 2025. Em média, o número de benefícios concedidos também subiu 12,4%, passando de 608,6 mil para 683,8 mil por mês.

Contexto

A troca na liderança do INSS foi apoiada pelo ministro da Previdência, Wolney Queiroz, ressaltando a necessidade de um novo direcionamento após escândalos anteriores. Ana Cristina, antes chefe do Conselho de Recursos da Previdência Social, trouxe um histórico de sucesso na análise de recursos, contribuindo para o crescimento da eficiência do órgão.

A gestão anterior foi considerada importante por Lula, especialmente pela condução de questões administrativas, mas não conseguiu resolver as dificuldades referentes à fila de espera, um desafio que agora está nas mãos da nova presidente.

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