Medida foi anunciada em meio a queixas de empresários sobre impactos na produção.

O governo do Equador anunciou a utilização das forças de segurança para garantir o cumprimento do racionamento de eletricidade imposto devido à crise energética que o país enfrenta. O secretário-geral, José Julio Neira, mencionou a necessidade de medidas rigorosas para preservar a estabilidade do sistema elétrico.
De acordo com a determinação governamental, as grandes empresas deverão utilizar fontes alternativas de energia ou geradores próprios, desconectando-se da rede elétrica nacional uma vez por semana. As empresas de médio porte, por sua vez, estão obrigadas a se desligar da rede por três dias na semana.
✨ Apesar da determinação, surgiram divergências nas informações sobre o racionamento, gerando confusão e queixas entre os empresários.
A Câmara Nacional de Aquicultura advertiu que a situação está levando a cadeia produtiva do camarão — fundamental para as exportações do Equador — a uma situação crítica, destacando que a ampliação dos cortes elétricos representa um risco significativo para a produção e para os empregos.
O racionamento foi implementado em resposta à queda nos níveis das represas hidrelétricas em decorrência da falta de chuvas, além de cortes não previstos em algumas localidades nos últimos dias.
A crise elétrica no Equador remete a um período crítico vivido em 2024, quando foram realizados racionamentos severos. A atual situação levou ao restabelecimento da exportação de eletricidade do Equador para a Colômbia, após uma suspensão anterior para garantir o abastecimento colombiano.
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