Clientes exigem acesso a depósitos após falências e investigações envolvendo o banco digital.

Milhares de paraguaios se reuniram nas ruas de Assunção nesta terça-feira para exigir acesso ao próprio dinheiro em meio a uma crise que afeta o Ueno, um dos maiores bancos digitais do país, que possui cerca de 3 milhões de clientes.
O Banco Central do Paraguai tomou medidas para proteger os depositantes e limitar os impactos mancomunados no sistema financeiro. Essa crise resultou na renúncia do presidente do BC, Carlos Carvallo, e intensificou a pressão sobre o governo de Santiago Peña.
✨ Após ajustes nos balanços, o índice de solvência do Ueno caiu para menos da metade do mínimo exigido por lei, afetando diretamente os clientes.
Na terça-feira, pessoas que se dirigiram às agências do Ueno encontraram as portas fechadas. Aplicativos e cartões deixaram de funcionar, impactando até aposentados que recebem benefícios do governo pela instituição.
Em resposta à situação, o presidente anunciou um acordo com líderes do Congresso para apressar um projeto que permite o uso do Fundo de Garantia do país para pagamentos aos depositantes, assegurando a devolução de recursos públicos mantidos no banco.
O Ministério Público iniciou uma investigação criminal sobre o Ueno, resultando na prisão de oito indivíduos vinculados à instituição. A pressão sobre o governo de Peña, que era sócio do grupo controlador do Ueno, aumenta em meio a essas investigações.
O Banco Central garante que o caso do Ueno é isolado e não indica problemas mais amplos no sistema financeiro paraguaio. Peña também procurou mitigar preocupações, destacando que os responsáveis pelo caso devem responder judicialmente.
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