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PF lança fiscalização contra aumento abusivo do gás de cozinha

Operação Vem Diesel abrange 15 estados e o DF, com 55 estabelecimentos avaliados.

Tiago Abech09 de abril de 2026 às 10:20
PF lança fiscalização contra aumento abusivo do gás de cozinha

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira, 9 de março de 2026, a segunda fase da Operação Vem Diesel, com o objetivo de inspecionar distribuidores e revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), conhecido como gás de cozinha. A ação foi motivada pelo recente aumento abusivo de preços, com destaque para um aumento de cerca de R$ 45 no Piauí, nos primeiros meses deste ano.

Realizada em colaboração com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a operação abrangeu 24 cidades em 15 estados, além do Distrito Federal, com a participação de agentes fiscais de diversas instituições.

A fiscalização envolveu 55 distribuidoras e revendedoras de GLP para detectar práticas irregulares.

A PF informou que a operação visa investigar possíveis práticas como a fixação de preços entre concorrentes e outras condutas que possam prejudicar o consumidor. As ações de fiscalização foram realizadas nas seguintes cidades: Manaus, Salvador, Fortaleza, Brasília, São Luís, Betim, Ibirité, Rondonópolis, Campo Grande, Santarém, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Maringá, Araucária, Natal, Duque de Caxias, Itajaí, Suzano, Barueri, Cubatão, Guarujá, Santos, Canoas e Gravataí.

Contexto da Primeira Fase da Operação

A primeira fase da Operação Vem Diesel ocorreu em 27 de março de 2026 e teve como foco o aumento de preços em combustíveis durante a crise no Oriente Médio. A Senacon alerta que um preço é considerado abusivo quando há elevação sem razão justificável, conforme as normas do Código de Defesa do Consumidor (CDC).

Ato de aumento de preços é considerado abusivo quando não apresenta justificativa técnica ou ocorre em situações de emergência.

Definição de Preço Abusivo

Um preço abusivo é aquele que é majorado sem motivo apropriado, com o fornecedor obtendo vantagens indevidas. A elevação deve sempre ser analisada com base na boa-fé e no equilíbrio nas relações de consumo.

As irregularidades encontradas nas fiscalizações serão reportadas à PF para que as devidas investigações sejam realizadas e os responsáveis sejam responsabilizados.

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