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Ciência
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Asteroide que causou extinção de 66 milhões de anos revela segredos

Estudo revela composição única do corpo celeste que impactou a Terra

Gabriel Rodrigues25 de julho de 2026 às 03:40
Asteroide que causou extinção de 66 milhões de anos revela segredos

Uma recente pesquisa divulgada na revista Science revela que o asteroide responsável pela extinção em massa no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos, foi classificado como semelhante a condritos carbonáceos. Esses meteoritos primitivos, que contêm até 3% de carbono, água e compostos orgânicos, são considerados importantes para entender a origem do Sistema Solar.

Para chegar a essa conclusão, a equipe de cientistas analisou isótopos de níquel encontrados em argilas marinhas que continham material ejetado do impacto. A pesquisa lança luz sobre o uso dos isótopos de níquel como ferramenta para identificar materiais extraterrestres na Terra.

O asteroide, de 10 a 15 quilômetros de diâmetro, resultou na formação da cratera de Chicxulub, na Península de Yucatán, e pode ter originado em regiões do Sistema Solar ricas em detritos rochosos.

Os resultados do estudo refutam teorias anteriores que sugeriam que o objeto poderia ser um cometa ou pertencer a outros grupos de condritos carbonáceos. Os condritos carbonáceos são considerados raros e entre os materiais mais primitivos do Sistema Solar, preservando informações valiosas sobre a formação dos planetas, que ocorreu há cerca de 4,6 bilhões de anos.

Os autores do estudo afirmam que a identificação da composição do asteroide oferece evidências geoquímicas diretas sobre a natureza do corpo celeste que causou a grande extinção, contribuindo para a compreensão da origem de objetos que circulavam no antigo Sistema Solar.

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