Pesquisa sugere que nosso planeta pode ser um detector para sinais de matéria escura.

Cientistas no Japão descobriram que o campo magnético da Terra pode servir como um detector gigante para sinais de matéria escura. O estudo, publicado na revista Progress of Theoretical and Experimental Physics, sugere que esse método pode ser mais eficaz do que as pesquisas em laboratório.
A matéria escura, que compõe cerca de 27% do universo, é invisível, mas ocupa espaço e possui massa. Entre as possíveis partículas candidatas à sua composição estão os áxions ultraleves e os fótons escuros. A equipe de pesquisa, formada por especialistas da Universidade de Quioto, Universidade de Hiroshima e Universidade Nihon, propôs que o campo magnético da Terra poderia revelar sinais dessas partículas que escapam dos experimentos convencionais.
✨ A equipe conseguiu uma precisão 100 vezes maior do que qualquer experimento de laboratório para identificar áxions.
Os pesquisadores analisaram dados do campo geomagnético entre 2012 e 2022, usando informações do Observatório Eskdalemuir do Serviço Geológico Britânico. Eles eliminaram interferências humanas e buscaram sinais que pudessem ser rastros de matéria escura. A análise levou à identificação de 821 candidatos a sinais, que foram filtrados para encontrar 25 com alta significância, apresentando um sinal constante ao longo dos dez anos analisados.
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