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Ciência
2 min de leitura

Estudo revela conflito social entre chimpanzés na Uganda

Investigação revela divisão violenta em comunidade de Ngogo

Camila Souza Ramos13 de abril de 2026 às 15:25
Estudo revela conflito social entre chimpanzés na Uganda

Um novo estudo publicado na revista Science investiga o fenômeno de conflitos violentos e a dinâmica social entre chimpanzés da comunidade de Ngogo, na Uganda. A pesquisa revela como a maior comunidade registrada, composta por mais de 200 indivíduos, vivenciou um evento marcante de cisão permanente.

A pesquisa aponta que esta divisão não ocorreu de maneira abrupta. Em vez disso, resultou de um lento processo de ‘particionamento’ social e espacial. A separação se solidificou quando laços sociais foram gradualmente enfraquecidos, especialmente com a morte de indivíduos que atuavam como ‘ponte’ entre os subgrupos, frequentemente por doenças.

A partir deste ponto, os grupos se tornaram hostis uns aos outros, começando a realizar patrulhas em seus novos territórios, resultando em episódios de violência crescente, incluindo ataques letais a machos adultos e até mesmo a filhotes do grupo rival.

Este evento marca apenas o segundo caso documentado de divisão de grupos de chimpanzés selvagens em meio século, o primeiro tendo sido identificado por Jane Goodall na Tanzânia, em Gombe.

O estudo também destaca um contraste interessante entre o comportamento dos chimpanzés e o dos bonobos. Apesar das semelhanças genéticas com os chimpanzés, os bonobos formam associações mais pacíficas e não se envolvem em conflitos letais após separações.

O papel das fêmeas e a dinâmica do grupo

Embora os machos frequentemente chamem atenção por suas atividades agressivas e de patrulhamento, as fêmeas desempenham um papel fundamental na estrutura do grupo. Elas influenciam a dinâmica social através de decisões sobre espaço, alimentação e estratégias de reprodução.

"

A análise da violência intergrupal deve considerar ambos os sexos para um entendimento mais completo

especialistas.

Contexto

A comunidade de chimpanzés de Ngogo tem sido objeto de estudos devido ao seu tamanho e complexidade social, levando a insights sobre a convivência e os conflitos dentro de grupos de primatas na natureza.

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