Mancha branca do milho afeta severamente a produtividade dos agricultores
A doença se tornou um desafio crítico em plantações intensivas.

A mancha branca do milho, uma das doenças foliares mais preocupantes para os produtores, tem se mostrado um grande desafio nas áreas de cultivo intensivo. Essa condição, provocada pela bactéria Pantoea ananatis, tem provocado queda acentuada na produtividade e na qualidade dos grãos.
Segundo a Embrapa Milho e Sorgo, a presença recorrente da doença é mais acentuada na rotação milho-soja e especialmente após o cultivo de milho safrinha. Os agricultores precisam implementar um manejo integrado, focando na escolha de híbridos mais resistentes, épocas de semeadura e práticas de rotação que minimizem a repetição do mesmo cultivo em áreas problemáticas.
✨ Perdas devido à mancha branca têm gerado preocupações sobre a viabilidade econômica das lavouras.
Ambiente Favorável à Doença
Condições climáticas quentes e úmidas, combinadas com uma alta frequência de orvalho, favorecem a manifestação da mancha branca. Isso, aliado a um histórico de cultivo com híbridos suscetíveis, cria um ambiente propício para a proliferação da bactéria.
Impactos no Cultivo
A mancha branca não apenas reduz a área foliar ativa como também afeta o enchimento dos grãos, levando a um aumento na presença de espigas insatisfatórias e inconsistente.
Práticas Recomendadas
O manejo da doença deve ser iniciado antes do plantio. É crucial considerar o histórico sanitário da área, as práticas de manejo utilizadas, bem como a diversidade cultural. A implementação de plantas de cobertura que não sejam hospedeiras da bactéria também é recomendada para auxiliar na diminuição do inóculo.
Além disso, os produtores são aconselhados a diversificar os híbridos cultivados, evitando a dependência de um único material que pode comprometer toda a colheita. Híbridos tolerantes devem ser priorizados para minimizar a gravidade e retardar o desenvolvimento dos sintomas.
- 1Evitar o cultivo contínuo de híbridos suscetíveis.
- 2Implementar rotação de culturas com espécies não hospedeiras.
- 3Monitorar regularmente a saúde das plantas e a presença de sintomas.
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