Para pesquisadores, hobbits pré-históricos eram necrófagos
Estudo revela novos comportamentos do Homo floresiensis.

Uma investigação recente revelou que os Homo floresiensis, popularmente conhecidos como 'hobbits' devido à sua estatura reduzida, podem ter sobrevivido como necrófagos, desafiando as teorias que os retratavam como caçadores ágeis e habilidosos.
De acordo com a nova análise, liderada pela Dra. Elizabeth Grace Veatch, cuidadores do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, o Homo floresiensis, que possui um cérebro ligeiramente maior que o de um chimpanzé, não era tão sofisticado quanto se pensava. Os achados foram baseados em fósseis desenterrados na caverna de Liang Bua, em Flores, na Indonésia.
Novo Olhar sobre os Respiradores da Ilha
Os pesquisadores revisitaram evidências, incluindo ossos de Stegodon florensis, um parente extinto de elefantes, que anteriormente sugeriam que os hobbits eram caçadores. Entretanto, a análise atual mostra que seu comportamento estava mais voltado para o consumo de restos de carnívoros, como os estegodontes.
✨ A pesquisa sugere que os hobbits podem não ter usado o fogo para cozinhar, alterando a compreensão de seu lugar na evolução humana.
O estudo também incluiu experiências em condições controladas com dragões-de-komodo para discernir marcas nos ossos, comparando-as com as deixadas por ferramentas de pedra usadas pelos hominídeos. As marcas nas carcaças dos estegodontes foram semelhantes às deixadas por esses répteis carnívoros, levando os especialistas a acreditar que os hobbits se alimentavam de carcaças já abatidas.
Além disso, a ausência de sinais de uso do fogo nos ossos de pequenos vertebrados encontrados na caverna fortaleceu a teoria de que os Homo floresiensis viviam de carne crua, plantas e insetos, e coexistiram, em grande parte, sem interagir como presas dos dragões-de-komodo.
Contexto
Os Homo floresiensis viveram em Flores durante um período que se estendeu de aproximadamente 190.000 a 50.000 anos atrás.
O estudo traz à tona questões sobre as adaptações comportamentais do Homo floresiensis em comparação com outras espécies contemporâneas, como os neandertais e os humanos modernos. Dr. Thomas Sutikna, coautor da pesquisa, enfatiza que as descobertas podem redefinir conceitos sobre a evolução humana e a linhagem do Homo floresiensis.
Leia Também
Não perca nenhuma notícia!
Receba as principais notícias e análises diretamente no seu email. Grátis e sem spam.
Gostou desta notícia? Compartilhe!
Mais de Ciência

Erupção solar intensa de classe X1.3 ocorre em 4 de março
Explosão potente na região de Manchas Solares 4482 gera preocupação

Explosões Solares Impactam Terra e Auroras Boreais São Esperadas
Erupções de classe X geram ejeção de massa coronal em direção ao planeta

Larvas de besouro revolucionam preparação de esqueletos em museus
Estudo revela método inovador, rápido e menos prejudicial ao meio ambiente

Fóssil de dinossauro revela florestas temperadas na Antártida
Descoberta de vértebra antiga indica que dinossauros habitavam o continente.


