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Ciência
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Para pesquisadores, hobbits pré-históricos eram necrófagos

Estudo revela novos comportamentos do Homo floresiensis.

Gabriel Rodrigues06 de julho de 2026 às 04:00
Para pesquisadores, hobbits pré-históricos eram necrófagos

Uma investigação recente revelou que os Homo floresiensis, popularmente conhecidos como 'hobbits' devido à sua estatura reduzida, podem ter sobrevivido como necrófagos, desafiando as teorias que os retratavam como caçadores ágeis e habilidosos.

De acordo com a nova análise, liderada pela Dra. Elizabeth Grace Veatch, cuidadores do Museu Nacional de História Natural da Smithsonian Institution, o Homo floresiensis, que possui um cérebro ligeiramente maior que o de um chimpanzé, não era tão sofisticado quanto se pensava. Os achados foram baseados em fósseis desenterrados na caverna de Liang Bua, em Flores, na Indonésia.

Novo Olhar sobre os Respiradores da Ilha

Os pesquisadores revisitaram evidências, incluindo ossos de Stegodon florensis, um parente extinto de elefantes, que anteriormente sugeriam que os hobbits eram caçadores. Entretanto, a análise atual mostra que seu comportamento estava mais voltado para o consumo de restos de carnívoros, como os estegodontes.

A pesquisa sugere que os hobbits podem não ter usado o fogo para cozinhar, alterando a compreensão de seu lugar na evolução humana.

O estudo também incluiu experiências em condições controladas com dragões-de-komodo para discernir marcas nos ossos, comparando-as com as deixadas por ferramentas de pedra usadas pelos hominídeos. As marcas nas carcaças dos estegodontes foram semelhantes às deixadas por esses répteis carnívoros, levando os especialistas a acreditar que os hobbits se alimentavam de carcaças já abatidas.

Além disso, a ausência de sinais de uso do fogo nos ossos de pequenos vertebrados encontrados na caverna fortaleceu a teoria de que os Homo floresiensis viviam de carne crua, plantas e insetos, e coexistiram, em grande parte, sem interagir como presas dos dragões-de-komodo.

Contexto

Os Homo floresiensis viveram em Flores durante um período que se estendeu de aproximadamente 190.000 a 50.000 anos atrás.

O estudo traz à tona questões sobre as adaptações comportamentais do Homo floresiensis em comparação com outras espécies contemporâneas, como os neandertais e os humanos modernos. Dr. Thomas Sutikna, coautor da pesquisa, enfatiza que as descobertas podem redefinir conceitos sobre a evolução humana e a linhagem do Homo floresiensis.

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