Pesquisa utiliza solventes naturais para extrair compostos valiosos da casca da semente do guaraná.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um método inovador e sustentável que utiliza uma mistura à base de açúcares e outros compostos naturais para extrair cafeína e antioxidantes das cascas das sementes do guaraná.
Essa nova abordagem substitui solventes tóxicos tradicionais, reduzindo o tempo de preparo e o consumo energético, permitindo um melhor aproveitamento da biodiversidade brasileira.
✨ A casca da semente de guaraná é rica em guaranina, um composto semelhante à cafeína, e polifenóis valorizados na indústria de cosméticos e bioprodutos.
Comumente descartada, a casca contém substâncias valiosas que podem ser extraídas utilizando insumos renováveis como o 1,3-propanodiol, a glicose e o ácido cítrico, todos majoritariamente derivados de fontes naturais.
O pesquisador Felipe Sanchez Bragagnolo destaca que a técnica elimina a necessidade de retirar solventes potencialmente tóxicos, facilitando o processo e mantendo as propriedades benéficas dos compostos extraídos.
O projeto envolveu colaborações internacionais com instituições da Espanha e do Uruguai e busca ampliar o uso sustentável da casca de guaraná, que é um subproduto da atual produção no Brasil.
Com cerca de 2.460 toneladas de sementes de guaraná produzidas em 2025, segundo o IBGE, a pesquisa abre novas oportunidades para a bioeconomia no país.
O grupo pensa em expandir suas pesquisas para incluir a utilização de cascas de outras frutas, além de alternativas como o mel para a criação do solvente, visando inovação e colaboração com o setor privado.
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Jornalista especializado em Ciência

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