Impactos do El Niño devem influenciar clima em diversas regiões do Brasil

A previsão climática para a segunda quinzena de agosto aponta para chuvas irregulares e temperaturas superiores à média em diversas regiões do Brasil. O fenômeno El Niño continua a ter um papel fundamental nesse cenário.
Entre os dias 17 e 24 de agosto, dados do modelo ECMWF, confiáveis segundo a Meteored, preveem precipitações acima da média no Rio Grande do Sul e no oeste da Região Norte. O estado gaúcho deve apresentar os maiores volumes de chuva, especialmente na área de fronteira com o Uruguai.
No Brasil Central e na maior parte do Sudeste, os índices de chuva devem se manter próximos da média esperada. Contudo, regiões no extremo norte e no centro-leste de Santa Catarina devem testemunhar uma queda nas precipitações.
✨ Mudanças climáticas esperadas na última semana de agosto
A partir do dia 24, as previsões indicam uma reversão no padrão de chuvas no Centro-Sul, com acumulados variando entre a média e valores superiores, principalmente na metade leste das regiões Sul e Sudeste, que podem registrar até 30 mm a mais que a média.
Por outro lado, a parte norte da Região Norte deve continuar com precipitações abaixo do normal, com um déficit estimado em cerca de 30 mm.
Durante o mesmo período, espera-se que a temperatura se mantenha 1°C a 6°C acima da média em grande parte do Brasil, com os valores mais altos registrados no Brasil Central. No entanto, áreas do leste da Região Norte e a fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai devem observar temperaturas levemente abaixo do esperado.
Um sistema de ar frio deve se deslocar para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste no final de agosto, reduzindo as temperaturas, especialmente nas regiões serranas do Sul, onde poderá haver registro de frio intenso.
Embora a média das temperaturas nas regiões do Sudeste e Centro-Oeste permaneça próxima da esperada, a metade norte do Brasil continuará a experienciar calor, com temperaturas entre 1°C e 3°C acima da média.
Com o fortalecimento do El Niño, o fenômeno se consolida, tendo atingido anomalias recordes de até +1,8°C. Esse aquecimento significativo do Oceano Pacífico tende a intensificar os padrões climáticos associados ao fenômeno nas próximas semanas.
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